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  • Foto do escritorPaulo Markun

Medicamentos contra Alzheimer podem retardar envelhecimento

Atualizado: 18 de jun. de 2023

Dois medicamentos que vem sendo estudados para combater a doença de Alzheimer, que ainda nem tem nome - são conhecidos como CMS121 e J147 – foram testados em camundongos mais velhos e bloquearam os danos às células cerebrais que ocorrem normalmente durante o envelhecimento. Os medicamentos já tinham demonstrado capacidade de melhorar a memória e retardar a degeneração das células cerebrais em testes com os mesmos animais.

A pesquisa, realizada pela equipe do Salk Institute for Biological Studies, uma organização independente sem fins lucrativos sediada em La Jolla, na Califórnia e que reune seis prêmios Nobel, foi publicada no mês passado na revista eLife e indica que esses protótipos poderão ser usados no tratamento de outras condições. Antonio Currais, da equipe da Salk e autor principal do artigo reconheceu que tem sido neglicenciada a eficácia dos medicamentos anti-Alzheimer em relação ao combate ao envelhecimento.

Embora a velhice seja o maior fator de risco para a doença de Alzheimer - acima dos 65 anos, o risco de uma pessoa desenvolver a doença dobra a cada cinco anos, os pesquisadores ainda não sabem o que acontece no cérebro, exatamente, em nível molecular, para a doença de Alzheimer se instale.

O Salk Institute atua hoje em 54 países, tem 580 patentes e reúne seis prêmios Nobel. Começou a surgir em 1957, quando Jonas Salk, que já desenvolvera a primeira vacina segura e eficaz contra a poliomielite, decidiu criar um ambiente colaborativo onde os pesquisadores pudessem explorar os princípios básicos da vida e estudar as consequências de suas descobertas para o futuro da humanidade.

Ao lado da cidade de San Diego, num terreno de quatro hectares, o arquiteto Louis Kahn projetou um centro de pesquisa moderno e belo, nas palavras dele, ï uma instalação digna de uma visita de Picasso." Com o apoio financeiro da Fundação Nacional / March of Dimes, o Instituto Salk de Estudos Biológicos abriu suas portas em 1963. As principais áreas de estudo são envelhecimento e medicina regenerativa, biologia do câncer, biologia do sistema imunológico, metabolismo e diabetes, distúrbios neuro-científicos e neurológicos e biologia vegetal.

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