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  • Foto do escritorPaulo Markun

Pesquisadores indianos vão aplicar vacina BCG em idosos contra coronavírus

Atualizado: 18 de jun. de 2023

No momento existem 163 vacinas contra o coronavírus sendo pesquisadas mundo afora – e algumas já em fase de testes com humanos. Mesmo assim, os cientistas buscam qualquer alternativa que supostamente, seja capaz de conter a propagação da pandemia. Na Índia, mais exatamente no estado de Tamil Nadu, o segundo em termos econômicos e o sexto em população, pesquisadores preparam-se para inocular idosos com a vacina BCG, usada contra a tuberculose e só aplicada em crianças, para verificar sua eficácia para protegê-los do Covid-19.

A iniciativa, autorizada pelo governo, deve ser estendida a outras regiões, mas está preocupando outros cientistas, que temem os problemas de segurança. A BCG é uma vacina viva e antes de ser administrada a pessoas na faixa etária de 60 a 95 anos com co-morbidades, será preciso coletar dados de segurança primeiro. Como a triagem e o recrutamento demandam três meses e será preciso monitorar os pacientes por mais seis meses, só haverá resultados em 2021.

Pelo Twitter, o doutor Madhukar Pai, diretor do Centro de Tuberculose McGill em Montreal, no Canadá alerta: “Ninguém tem experiência em dar a vacina BCG ao vivo para idosos. Sem garantir a segurança, ninguém deve fazer esses testes em idosos. Não há evidências diretas provando que a BGC reduzirá a mortalidade por Covid-19".

Essa mesma conclusão foi anotada por investigadores do Centro Médico Shamir, de Israel. Os dados foram divulgados no periódico científico Journal of the American Medical Association (JAMA), e partilhados pela revista Galileu.

Os investigadores analisaram os dados de crianças nascidas em Israel que tinham recebido a BCG entre 1955 e 1982, período em que a cobertura da vacina superou os 90%. Analisando os índices de infecção pelo novo coronavírus entre a população que havia sido vacinada e a outra que não recebera a BGC não se encontraram diferenças significativas. Pelo estudo, 11,7% dos vacinados com a BCG e 10,4% dos não vacinados testaram positivo para o SARS-CoV-2.

O que tem levado pesquisadores a supor uma relação entre a vacina e menores taxas de contágio e morbidade é o fato de que vários países com sistemas de saúde frágeis têm apresentado um baio número de casos do novo coronavírus – e a coincidência de que são países que costumavam vacinar suas crianças contra a tuberculose com a BCG.

Um levantamento liderado por pesquisadores americanos e ingleses revelou que países que não têm políticas de vacinação contra tuberculose tiveram dez vezes mais mortes por covid-19. O estudo foi publicado no medRxiv, um repositório que distribui manuscritos completos, mas não publicados, apenas em fase de pré-publicação.

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