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  • Foto do escritorPaulo Markun

Em vários países, autoridades e instituições querem que idosos se mexam, mas em casa

Atualizado: 18 de jun. de 2023

Especialistas e autoridades sanitárias de diversos países procuram fórmulas capazes de induzir os idosos, obrigados a uma quarentena cujo fim não está no horizonte, a praticar exercícios, mesmo sem sair de casa. No Japão, voltou à moda a Rádio Taiso, transmissões radiofônicas musicais destinadas a sustentar programas de exercícios, que existem desde 1928, quando fizeram parte da comemoração da coroação do imperador Hiroito. O diretor da Associação Médica de Tóquio, Harou Ozabi, foi enfático: "As pessoas idosas precisam ser ativas mesmo quando ficam em casa, e há várias maneiras de fazer atividade física. Quando estão confinados em casa, correm o risco de perder força física e se tornar frágil".

Em vários municípios japoneses a Rádio Taiso ganhou audiência nos últimos tempos. Ao som de um piano, os locutores incentivam os ouvintes a prática de exercícios, num modelo quase centenário.

Há poucos dias, o primeiro-ministro Shinzo Abe estendeu o estado de emergência nacional até o final de maio, na tentativa de conter novos casos de coronavírus e reduzir a tensão nos hospitais. Numa sociedade onde 28% dos habitantes tem 65 anos ou mais, é preciso fazer um esforço para que os idosos pratiquem exercícios físicos.

Os especialistas médicos estão aconselhando os idosos a fazer algum exercício, comer bem e manter-se conectado com outras pessoas, não necessariamente frente a frente, mas por telefone, correio ou através da mídia social, a fim de permanecer saudável.

Sem um fim imediato à vista da quarentena para os velhos, um painel de especialistas médicos recomendou que o governo tome medidas para ajudar as pessoas idosas, especialmente as que vivem sozinhas, a manter sua saúde sem sair de casa. A taxa de mortalidade na faixa dos 30, 40 e 50 anos é inferior a 1%. Sobe para 2,1% nos 60, 6% nos 70 e 12,9% na faixa dos 80, segundo dados do Ministério da Saúde do Japão.

Na Austrália, médicos e pesquisadores de fisioterapia de dez universidades, institutos e serviços de saúde, lançaram o site Safe Exercise at Home que compartilha exercícios funcionais simples e apresenta maneiras seguras de aumentar o nível de atividade dos idosos em casa. Michele Calysaya, pesquisadora sênior do Instituto Menzies de Pesquisa Médica da Universidade da Tasmânia, lembra que a atividade física é menor na quarentena e isso é um problema para os mais velhos.

O Village Yeronga, uma casa de repouso em Brisbane está promovendo aulas de ginástica "verticais", em que os idosos podem participar de suas varandas, depois que as instalações foram bloqueadas devido à pandemia de coronavírus. Um instrutor de fitness fica no parque com um megafone, no centro dos prédios da vila, demonstrando e assim comanda os exercícios que os residentes fazem em suas varandas.

Em Uganda, o próprio presidente da República resolveu dar o exemplo. Yoweri Museveni, de 75 anos, postou um vídeo de dois minutos e 25 segundos em que aparece de agasalho de ginástica e descalço num escritório espaçoso com um tapete vermelho, se exercitando. Museveni explicou que desencoraja expressamente que as pessoas se exercitem ou corram em grupo. Uganda tem 100 casos confirmados do novo coronavírus e nenhuma morte (dados de 7 de maio).

A Organização Mundial de Saúde tem recomendações muito simples para quem pretende manter a forma, sem comprometer a saúde dos outros. Evidentemente, não recomenda idas à padaria, participação em manifestações ou tossir em público. As sugestões são estas:

Não se exercite se tiver febre, tosse e dificuldade em respirar. É melhor ficar em casa e descansar. Se puder andar um pouco ou andar de bicicleta, mantenha o distanciamento físico e lave as mãos.

Se for a um parque ou espaço público aberto para caminhar, correr ou se exercitar, também pratique o distanciamento físico e lave as mãos.

Quem não é regularmente ativo, deve começar devagar e com atividades de baixa intensidade, como caminhadas e exercícios de baixo impacto. .

Escolha a atividade certa para reduzir o risco de lesões e aproveitar o que está fazendo. Escolha a intensidade certa de acordo com seu estado de saúde e nível de condicionamento físico.

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